Refúgio


19/03/2006


Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 13h43
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Desesperada ela ajoelhou- se

e junto a seus pés a infeliz moça gritou:

__Contra teu amor pequei,

tua confiança traí

e a outro entreguei meu coração.

Penetrando silencioso em casa

Rodrigo contemplou a cena:

sua amada ajoelhada

e Isaía com a face angustiada.

Profundamente magoado,

tendo sua alma lesada e ferida,

Isaía alterou- se:

__Sabe quantos horrores enfrentei,

quantas noites passei a lembrar- me de ti?

Sabe, por acaso, quantas vezes chamei teu nome em desespero

ou, quem sabe, que foi teu amor que me guiou?

Perdido na dor,

Isaía agarrou os sedosos cabelos da mulher

e Rodrigo entrou no aposento,

confessando:

__Não toque nela,

castigue a mim que a roubei de teus braços

e preenchi o vazio que tu deixaste!

Afogado em ciúmes,

Isaía desembainhou a espada,

com fúria impensada

e gritou- lhe com rancor:

__Tu, minha amada,

partiu- me o coração,

não fui, talvez, um bom esposo?

E, tu, meu amigo,

por acaso te fui desleal

ou deixei de ajudar- te algum dia?

Num sussurro Elizabeth disse:

__Não, Isaía, foste bondoso,

um esposo fiel e amoroso,

mas, desgraçada de mim, nunca te amei.

E ele retrucou:

__Arrepender- se- ão desta loucura!

Buscando Amélia,

Isaía lhe falou:

__Foste trocada, minha cara,

por Elizabeth, que jurando amor somente a Isaía,

no coração só Rodrigo tinha.

E ela sorrindo- lhe das escadas, declarou:

__Pobre Isaía, nunca tivemos amor,

deixe aqueles que se amam

e trate de buscar alguém para curar a tua dor.

Deixando o pátio que unia as casas,

Isaía decidiu jamais dar- lhes paz

e, envenenado pelo ódio,

vingança buscou.

Ouvindo falar, em conversas pelo cais,

numa bruxa cujas poções

de poderes tais que podiam até matar,

foi lhe procurar.

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 13h21
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