Refúgio


28/02/2006


 

 

 

 

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 16h54
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O tempo passou

Rodrigo e Elizabeth se amaram

e o amor dava ritmo a suas vidas.

Amélia já em seu íntimo sabia,

mas compreendia que jamais

tivera o amor de seu amado

e, mesmo sofrendo, deixou- o partir.

__Vai, meu amado- disse ela com amor-

busca aquela que sempre teve sua paixão.

Seus corações um ao outro darão

e que Deus perdoe os pecadores

levados pela emoção!

Ajoelhada frente a Amélia,

o peito cheio de greatidão,

Elizabeth exclamou:

__Bendita seja, minha irmã!

Se Deus existe

a ti dará o mais belo trono que há nos céus.

Rodrigo estreitou- a nos braços fraternalmente,

desejando- lhe que outro homem

lhe desse o amor que ele não pudera dar

e enalteceu milhões de vezes a pureza de Amélia.

Desde a partida de Isaía

doze anos se passaram

dos quais nove foram de alegria,

mas um dia, ah, um dia

a tempestade chegou.

Desperta de um sonho de amor

por algazarra no cais,

Elizabeth, ligeira, lançou- se a janela

e viu, trazida pela maresia,

a imagem que transtornou seu coração.

Caminhando trôpego pela areia,

saudado como herói,

vinha Isaía, seu pródigo marido.

Barba e cabelos compridos,

roupas e pele maltratadas pelo mar,

voltava Isaía ao lar.

Com alegria acenou- lhe ele

e cheio de alívio abraçou- se a ela,

apoindo a cabeça desgrenhda

em seu peito palpitante de mulher.

Assim, Isaía declarou:

__Oh, bela, doze anos sofri

e tantos mares percorri

pensando em ti!

Nem mesmo a morte, negra e nefasta,

arrancou de mim a esperança de te reencontrar aqui!

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 16h27
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