Refúgio


12/02/2006


Pobre Elizabeth, como chorou

vendo seu jovem amigo,

o louco amante de sua juventude

implorando- lhe carinho.

Como tremeu ao perceber

que, agora, ela o queria também,

embriagada nos fogosos sentimentos do rapaz

e que Isaias, o marido a quem se dedicou

perdia seu valor.

E ,em desespero, ela estas palavras entoou:

__Oh, meu caro e antigo amor,

no tempo em que me casei eu te amava,

mas julguei e fiz o mais correto.

Hoje, eu me arrependo e a ti entrego meu coração.

Oras, para o mar ela nunca mais ollhou

e a alegria do amor ela aproveitou,

aos poucos sua juventude lhe voltou

e, para ela, o destino nos eixos entrou.

Rodrigo, de amigo a amado chegou,

as flores, para ele, floresciam viçosas,

o ar, nos campos, enchiam- se de cor,

presentes concedidos pelo amor.

Amélia, ingênua e apaixonada,

não duvidava de Rodrigo,

sem nada saber dos encontros à luz da lua

ou dos juramentos de amor que só a noite testemunha,

e o vento, protetor dos amantes, nada lhe contou.

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 21h15
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