Rodrigo, amigo do feliz casal,
nutrindo, ainda, amor infantil
por Elizabeth, sua amiga especial,
peregrinava todos os dias a casa desta
e horas agradáveis passavam eles
imersos em conversa banal.
A bela e doce Elizabeth
pressentia algo perigoso
e cada vez que seus olhos
encontravam o do caro amigo
ela via o louco amor que ele nutria.
Foi assim que, certo dia,
louco de paixão,
ele, à seus pés, se ajoelhou
e, inspirado, falou:
__ Oh, doce amiga,
oh, minha amada,
diga- me se lembra, ainda,
as brincadeiras de nossa infância,
a força e coragem de tuas decisões?
E disse ainda mais:
__ Lembra que te amei
e tu me recusaste,
dedicando teu tempo a Isaía
e unindo- me a Amélia, tua bela irmã?
Saiba, então, que não deixei perder- se o amor que sentia
e seja para sempre minha
já que Isaía, ah, Isaía
do mar não retornou!




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