Refúgio


02/11/2005


Bom resto de semana para vocês, obrigado pelas visitas que me fazem!!!!!!!!!!!!

E, só para lembrar: "Quando você estiver mergulhado até o pescoço na lama, lembre- se que tem quem esteja atolado até o pescoço na merda!!!!!!!!!!!!!!!!rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 06h52
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O sublime poema

 

Eu hei, um dia, de criar

o mais sublime dos poemas

onde reunirei alegrias e tristezas

e onde cantarei o destino de todas as gentes

do passado, do futuro e do presente.

Será um poema feito de sol

e banhado de luar,

capaz de abraçar, num só abraço,

amor e paixão,

alimetando o coração.

Terá um sabor adocicado

como tortas de maçã ou doces de goiaba,

lembrará infância, lembrará de sonhos,

parecer- se- á com uma ruela vazia

banhada no sol da tarde.

E meu poema gritará imerso em silêncio

e serenará em meio ao turbilhão,

será feroz e será anjo,

será com o mar em fúria

ou como uma catedral perdida na neblina.

Entrelaçará, por fim,

todas as eras da Terra e

o sagrado com o profano;

as trevas com a luz e

a mortalidade do homem

com a eternidade de Deus.

 

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 06h42
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Ciganos

 

Esse misterioso povo,

vindos de sei lá que país

chegam de repente,

sedas, almofadas, panos coloridos,

mistérios, segredos trazem consigo.

Se acomodam, dançam, riem,

semeiam um quê de magia,

provocam a imaginação das pessoas,

por quais florestas correram,

sobre quais areias, riachos, mares passaram?

Que estranha ciência é esta

que lhes permite ver o futuro,

ler o amanhã em nossas mãos?

Com doces falares nos prometem fortunas:

viagens, amores, poucos infortúnios.

Seus movimentos, suas coreografias,

danças ao redor da fogueira,

tilintam com o retinir de moedas,

colares, brincos, pulseiras,

com a própria vida que em seus corpos pulsa.

Quem são eles e o que trazem em sua bagagem?

Sonhos, outros horizontes, uma outra vida,

e o quê os guia, estrelas de safira?

Seus sorrisos dourados, seus olhos tão vivos,

iluminados com fogos e canções, luzes astrais,

o que suas palmas, misteriosos ciganos, podem nos ensinar?

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 06h30
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Uma pequena parte de "A Última Caçada"

 

"...Ali, seu capuz caiu para trás e eu vi Lúcia a me olhar ansiosamente; a intensidade de seu olhar poderia queimar e notei certa palidez sob sua pele morena. Ela me sorriu levemente, talvez muito levemente, quase como se não desejasse abrir a boca.

Foi só nesse momento que percebi uma mudança em seu rosto, uma mudança flagrante. A forma de sua boca se alterara: normalmente, aquela parte de seu rosto era a única que possuía alguma doçura, agora, porém, fechava- se severamente, afinara um pouquinho e perdera a forma harmoniosa; tornara- se, até mesmo, cruel.

Seus olhos inquisitores haviam seguido os meus e agora me olhavam ainda mais ansiosos. Por fim, ela sussurrou- me:

__Promete que não se assusta, que não grita?!

__Depende...- rebati, cautelosa.

__Prometa!- sua voz foi imperiosa.

Fiz que sim com a cabeça e ela abriu a boca sem dizer mais nada. Quando vi aqueles dois caninos crescidos projetando- se de sua gengiva, não pude conter um gemido onde se misturavam muitos sentimentos..."

Esta foi apenas uma pequena parte de uma história de 20 páginas que gira em torno de uma perseguição à Dracula empreendida por uma de suas vítimas em companhia da amiga, ainda humana!!!!!!!Espero que tenha atiçado a curiosidade dos leitores!!!!!!!

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 06h15
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Olá, meus(inhas) caros(as) leitores(as), meus(inhas) fiéis senhores(as), como já disse antes adoro escrever, então estou sempre me aventurando nesse campo e já tentei escrver muitas coisas, além das poesias.

Aqui, hoje, vou colocar muitos escritos, mais do que será possível imaginar, e dentre eles um pedacinho de uma história que criei há algum tempo e que muitos gostaram.

Espero que tenham paciência de ler tudo e eu, forças para blogar tudo...rsrsrsrsrsrsrs

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 06h10
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30/10/2005


                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

                                                                                                                                                  

 E esta sou eu, para aqueles que não me conhecem. Uma grande águia gerreira pronta para enfrentar o sol!!!!!

 

            

 

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 02h54
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Metamorfose

 

As lágrimas que escorrem

são folhas lentas caindo no outono

e meus olhos distorcidos como janelas na tempestade

sei que procuram por algo, perdidos.

Meus sentidos se alongam,

tomam a forma de dedos longos e finos

que tateiam na noite ociosa,

procurando sossego.

Sou uma raposa perdida na noite,

uma águia estranha no ninho,

minha cabeça plana nas nuvens

e meu corpo sofre por não poder alcança- las.

Como um anjo desolado,

sentado na lápide, só pelo caminho,

também eu oscilo,

uma frágil porcelana no limiar do vazio.

Também eu, parte de mim mesma,

me deito no chão da floresta,

me confundo entre as folha caídas das árvores,

mergulho entre minhas lágrimas.

E quanto mais me escondo e confundo,

mais enrodilhada fico

e menos livre sou,

escrava de mim mesma.

Desesperada, aperto as folhas secas

como quem engole o choro

e derramo sobre mim o pó,

sujando, assim, meu vestido branco.

Minha alma clara se torna turva,

meus olhos, sinto-os tão plenos

que por dentre as altas copas contemplo o Universo inteiro,

e, meus dentes batem de frio e medo quando me descubro só.

Não posso recuperar o tempo passado

nem alcançar a oportunidade perdida,

aos poucos, é meu corpo quem clama por vida,

crio raízes e me transformo numa parte da floresta.

E ouvirei, ainda, teus passos,

pois respiro com a terra,

vivo, agora, nesta simbiose,

integrada à terra, posso sentir tuas carícias.

Me perdi, me confundi,

me esqueci, foi tão lento

que eu não percebi:

aos poucos, me misturei e diluí.

Meus olhos são lagos refletindo o arco- íris,

meu corpo misturou- se à terra,

meus dedos se tornaram raízes

procurando, em tua alma, algum abrigo contra o tempo.

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 02h21
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Vozes ao vento

 

Ás vezes, penso ouvir,

vindas de longe, muito longe,

antigas como as pedras eternas,

vozes perdidas, já esquecidas,

pelo tempo levadas e soterradas.

Elas vêm de muito longe

e se erguem com o vento,

orações que se elevam em espiral,

acima do mundo,

para encontrar Deus.

Em meus dias,

ecoam essas vozes, essas melodias

e palmas e canções

que alegraram uma antiga noite pagã

onde giravam alegrias, prazeres e dores.

Na tempestade, na luz dos raios e trovões,

é que essas vozes se tornam mais altas,

como se viajassem, através dos tempos,

para despertar meus anseios,

para revelar minh`alma.

Vêm me falar de sonhos,

de noites claras de estrelas,

de manhãs úmidas de orvalho,

de florestas altas de carvalho,

de fogueiras e fogos eternos.

 

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 02h06
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Boa madrugada para vocês, como estão meus leitores???????!!!!!!!

Amanhã vou comer churrasco, então preciso descansar e vou dormir logo, mas não sem deixar- lhes minhas poesias, as filhas da alma!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vamos à elas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Escrito por Águia_misteriosa(eternamente) às 02h04
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